Veja cinco nomes do pop francês que também conquistaram o mundo
Não é só no futebol que a França tem os seus campeões. O país também já contribuiu bastante para a música pop global e em várias frentes. Exemplos? As cantoras Jane Birkine Françoise Hardy, o excêntrico Michel Polnareff, o rock progressivo do Magma, o heavy metal do Trust (e, mais recentemente do Gojira), o pós-punk do Noir Desir e a new wave divertida de Indochine e Les Rita Mitsouko são alguns nomes que valem ser conhecidos para quem ainda não os ouviu. Além desses, os cinco artistas abaixo também ajudaram a colocar um pouco da França no pop mundial.

Serge Gainsbourg 
O mais celebrado cantor e compositor francês, nasceu em 1928 e morreu em 1991 aos 62 anos vítima de um ataque cardíaco. Apesar de ter nascido depois das primeiras e segundas gerações de roqueiros (Elvis era de 1935 e Paul McCartney de 1942), não se nega que ele deu uma cara toda particular ao pop francês – ainda que ele não tenha se limitado ao pop rock. Gaisnbourg lançou muitos discos (“Histoire de Melody Nelson” de 1971 é o mais cultuado) e era um provocador por natureza, do tipo que não fugia de uma polêmica ou ato chocante.

Seu maior hit global foi “Je T’aime… Moi Non Plus”, o grande clássico do erotismo. A polêmica canção saiu em de 1969 e foi gravada ao lado de Jane Birkin com quem ela teve um longo romance.

Jean-Michel Jarre
Filho do compositor de trilhas sonoras Maurice Jarre, Jean Michel hoje é celebrado como um dos grandes pioneiros da música eletrônica e responsável direto pela sua popularização em todo o mundo graças especialmente aos discos que lançou nos anos 70 e 80. O músico pode ter sofrido um pouco nas mãos dos críticos da época, mas, hoje, mesmo entre os jornalistas, o seu nome já impõe respeito, e álbuns como “Oxygène” (1976) e “Zoolok” (1984) são merecidamente cultuados.

Manu Chao
Talvez não seja justio chamar Chao de simplesmente francês, já que ele, que é filho de espanhóis, de fato é um cidadão do mundo tendo jpa gravado e vivido em diversos países. Mas sua carreira musical começou mesmo em Paris e deslanchou com a fundação do Mano Negra, com quem lançou quatro discos (“Puta’s Fever” de 1989 e “King Of Bongo” de 1991, valem ser ouvidos) de pura anarquia sonora – a banda misturava punk, reggae, ska, rockabilly, hip hop e música tradicional de diversos países e cantava em várias línguas. Quem os viu no Brasil no início da década de 90 não esquece.

Chao depois saiu em carreira solo e se tornou um músico respeitado mundialmente, novamente mantendo a ideia de viajar muito e adicionar o maior número de elementos sonoros possíveis em suas canções. Chao não lança nenhum disco novo desde o elogiado “La Radiolina” de 2006 (“Clandestino” de 1998 é tido como o seu trabalho mais importante), mas, fiel aos seus princípios e aos novos tempos, sempre deixa músicas novas em seu site oficial para download gratuito.

Phoenix
O rock de guitarras francês não costuma fazer muito sucesso fora do mundo francófono, mas algumas bandas conseguiram vencer a resistência que os países de língua inglesa têm para com os grupos vindos de lá e conseguiram atingir os mercados do Reino Unido e EUA. Desses o Phoenix, que canta em inglês, certamente está entre os mais bem sucedidos. O sexteto já lançou seis discos desde 2000 e atingiu o mainstream com “Wolfgang Amadeus Phoenix” de 2009 (de onde saiu o hit “Liztomania”) que ganhou o Grammy de melhor álbum alternativo.

Daft Punk
Os “robôs” apareceram para o mundo na segunda metade da década de 90. Depois de terem mostrado que a música eletrônica, feita ou não para pistas, produzida na França, não devia nada para a que vinha a Inglaterra, Alemanha ou EUA, Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter foram se infiltrando mais e mais no mainstream global – “One More Time” de 2002, chegou ao top 100 americano e em segundo no Reino Unido. Esse processo que culminou no multiplatinado “Random Access Memories”, lançado em 2013 e um dos álbuns-chave desta década.

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